O prego aponta
cego
na mão da mucama
entre os rumores da casa
Bate uma porta,
a menina chora
e o quarto parece pequeno
ante tanta solidão represada
Porque a poesia
é sempre tão triste
pergunta o menino
ao grave tutor
que nada não nunca responde
Cai uma chuva rala
e prosseguimos
demolindo devagar
a parede de orgulho,
egoísmo e ódio
sábado, 25 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Aniversário do Poeta
E vamos em frente, apesar das coisas.
São tão fortes as coisas, afirmou o poeta.
Eu nesta cidade,
a praia que não se supõe,
apenas se imagina.
Rio de Janeiro, lugar de meu pai,
São Sebastião de raros amigos,
E as mãos do poeta em seu puro ofício.
Longa espera no carro, no asfalto,
São Paulo de seres tão alheios, cordatos,
Lugar, um dos poucos, em que mendigos são livres,
Raiar e ocaso da grande metrópole.
São Paulo, eu te alardeio e te guardo,
Ao que, tarde ou manhã, noite, sobre ti cai.
São Paulo, eu te respiro e te revejo no fundo
De Itabira, Itabira do Mato Dentro.
São tão fortes as coisas, afirmou o poeta.
Eu nesta cidade,
a praia que não se supõe,
apenas se imagina.
Rio de Janeiro, lugar de meu pai,
São Sebastião de raros amigos,
E as mãos do poeta em seu puro ofício.
Longa espera no carro, no asfalto,
São Paulo de seres tão alheios, cordatos,
Lugar, um dos poucos, em que mendigos são livres,
Raiar e ocaso da grande metrópole.
São Paulo, eu te alardeio e te guardo,
Ao que, tarde ou manhã, noite, sobre ti cai.
São Paulo, eu te respiro e te revejo no fundo
De Itabira, Itabira do Mato Dentro.
domingo, 23 de outubro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
vendas à vista
vendas a prazo,
vendas à vista,
meus olhos à venda,
vendas à vista...
vendas a prazo,
a perder de vista...
meus olhos à venda,
vendas à vista...
Pelotão... alto!
vendas à vista,
meus olhos à venda,
vendas à vista...
vendas a prazo,
a perder de vista...
meus olhos à venda,
vendas à vista...
Pelotão... alto!
domingo, 7 de agosto de 2011
Fernanda
Fernanda,
meu coração escorre e desanda
nas ondas que esse mar te manda,
na areia onde você anda,
ah...
Fernada,
contigo eu vou até Luanda,
fervendo essa fogueira branda,
na areia onde você anda,
ah...
meu coração escorre e desanda
nas ondas que esse mar te manda,
na areia onde você anda,
ah...
Fernada,
contigo eu vou até Luanda,
fervendo essa fogueira branda,
na areia onde você anda,
ah...
sábado, 6 de agosto de 2011
Seu Amor
Seu amor me fez
raiar o sol de novo.
Como uma chuva de verão,
inundou meu coração,
eu sou do povo.
Seu amor me fez
raiar o sol de novo.
Como um novo amanhecer,
hoje eu vivo a te querer,
Deus, eu te louvo.
raiar o sol de novo.
Como uma chuva de verão,
inundou meu coração,
eu sou do povo.
Seu amor me fez
raiar o sol de novo.
Como um novo amanhecer,
hoje eu vivo a te querer,
Deus, eu te louvo.
domingo, 24 de julho de 2011
Amada
Corra e veja a lua
veja as estrelas
veja as estrelas
corra e veja a lua
eu hei de vê-la
amada, adorada
sorrindo
eu hei de vê-la
amada, adorada
sorrindo
com seus cabelos
tão lindos
tão lindos
tão lindos
tão lindos
domingo, 5 de junho de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Beatriz
Beatriz
a flor, a dor que eu sempre quis
só ela assim me fez feliz
eu era um simples aprendiz
de Be - a - triz
a flor, a dor que eu sempre quis
só ela assim me fez feliz
eu era um simples aprendiz
de Be - a - triz
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Sólidas Manhãs
Sólidas manhãs
vão se quebrando
sem incenso, sem meu rito,
tal qual as recebi.
Serei capaz
de tornar estas manhãs
em sólidas, sóbrias e fortes,
manhãs plenas e serenas,
tal qual as recebi?
Adeus, sombra
do quarto de dormir,
restam-me dois tostões
que ninguém irá pedir.
Quando me levantar,
minha armadura romperá a manhã,
a manhã de hoje.
vão se quebrando
sem incenso, sem meu rito,
tal qual as recebi.
Serei capaz
de tornar estas manhãs
em sólidas, sóbrias e fortes,
manhãs plenas e serenas,
tal qual as recebi?
Adeus, sombra
do quarto de dormir,
restam-me dois tostões
que ninguém irá pedir.
Quando me levantar,
minha armadura romperá a manhã,
a manhã de hoje.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
De Pé Junto ao Rio
De pé junto ao rio,
eu caminho
por estradas de outrora
e meus dentes sorriem
um sorriso tardio.
Dançam os pés,
dançam na esquina,
levantam poeira
na velha oficina.
Meu pai diria que o filho
não nasceu para os negócios...
Está certo, meu velho,
está certo,
mas meu peito
é moeda de troca.
eu caminho
por estradas de outrora
e meus dentes sorriem
um sorriso tardio.
Dançam os pés,
dançam na esquina,
levantam poeira
na velha oficina.
Meu pai diria que o filho
não nasceu para os negócios...
Está certo, meu velho,
está certo,
mas meu peito
é moeda de troca.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Tarde de Junho
I
No labor de outro dia,
eu te encontro, tarde de junho,
te contemplo e te indago,
o que me trazes
de novo ou de antigo,
de iniciado ou de findo,
a mim,
que, incauto, te espreita?
A mim,
a quem nem tanto importa
teu sujeito e objeto,
teu melhor argumento
e tua tônica severa
com que enleias
amadores
mas sim, tua substância,
tua carne e crepúsculo,
prenúncio da noite,
em que homens se encontram,
se refugiam em copos
e matam
o que neles quer morte.
Tarde de junho,
tu que espias
a aurora selvagem,
suas cores perscruta
e em brancas nuvens se esvai.
II
Em algum ponto
da estrada,
eu ergo os olhos
e ouço
o vento e um grito
surdo
que na água
algum dia darei.
Metade de mim
te contempla,
teu véu rude e negro,
sem encanto aparente
ou marca de sedução,
um véu andarilho
que a tudo encobre,
entre presa e algoz.
Tarde de junho,
eu te alardeio
e tu vagas alheia
ao que sobre ti cai.
No labor de outro dia,
eu te encontro, tarde de junho,
te contemplo e te indago,
o que me trazes
de novo ou de antigo,
de iniciado ou de findo,
a mim,
que, incauto, te espreita?
A mim,
a quem nem tanto importa
teu sujeito e objeto,
teu melhor argumento
e tua tônica severa
com que enleias
amadores
mas sim, tua substância,
tua carne e crepúsculo,
prenúncio da noite,
em que homens se encontram,
se refugiam em copos
e matam
o que neles quer morte.
Tarde de junho,
tu que espias
a aurora selvagem,
suas cores perscruta
e em brancas nuvens se esvai.
II
Em algum ponto
da estrada,
eu ergo os olhos
e ouço
o vento e um grito
surdo
que na água
algum dia darei.
Metade de mim
te contempla,
teu véu rude e negro,
sem encanto aparente
ou marca de sedução,
um véu andarilho
que a tudo encobre,
entre presa e algoz.
Tarde de junho,
eu te alardeio
e tu vagas alheia
ao que sobre ti cai.
sábado, 30 de outubro de 2010
Obras de Tuas Mãos
Obras de tuas mãos
são os mais altos céus
e os mais profundos
mares;
obras de tuas mãos.
são os mais altos céus
e os mais profundos
mares;
obras de tuas mãos.
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